A árvore pulsante.

A noite, sinal de que mais um dia se passou. E isso vem acontecendo com freqüência. No meio da minha sala uma árvore. Com bolas, laços e luzes piscantes. Um verdadeiro prisma que me reflete em várias cores; Eu à la carte. A cada vez que as luzes se acendem vem a tona mais uma lembrança de um ano q se passou. E ela, continua impávida, a todos e a tudo. Aos seus pés, bilhetes e cartões otimistas, afirmando que tudo mudará para melhor. Fria e morta, ela te encara e ironicamente sem ao menos ficar encabulada despeja em você aquele sentimento culposo. As luzes se apagam e acendem novamente. E ela demonstra saber tudo sobre você. Ela enfeitiça a todos que a cercam e a você. Ao longe algumas pessoas brindam algo, gritando felizes; Bêbados felizes! Enquanto eu, caído em um canto da sala com minhas sombras e uma garrafa de whisky hipnotizados brindamos, à magia da árvore pulsante.
Escrito por Gira Mundo às 14h31
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Acervos fieis.
Nada é certo.
Nada. Nada era em dois. Não eramos dois. Sustento a minha solidão única, acervos fieis de uma vida vivida à sós! Cotidiano romantico, história sem graça, café da manhã e amor diário. Sustentado pelo não sei o que. Amor, amor amado, vivido e escorrido por entre os dedos. ( pois, se os dedos doem, de nada servem para segura águas) Amei a ti como a mim mesmo, alias, amei até mais. Escuto o vazio da solidão. Escuto mais, ecuto você brigando para decidir o canal. Escuto a ausencia. O desprezo, quando digo desprezo, não digo pelo fato de desprezar e sim pela falta. ( talvez os inocentes de coração saibam) A lua hj esta demorando. Corro contra o tempo para não te esperar, para não pensar, para não sentir... Solidão, uma palavra de fácil acesso e de fácil compreenção, mas de dificil sensação. Sonhei um dia envelhecer. Digo mais, sonhei envelhecer junto a ti. Sonhei mais que vivi acordado. Me embreaguei mais que um andrajo. Sorri mais que um palhaço. Fiz mais vitimas que um serial Killer, de mim mesmo. Hoje recolho pedaços e trapos de uma vida. Recolho restos de mim. Não fui honesto, nunca fui. Mas lhe falava as verdades, e as queria para mim também. Nem sei se te amei tanto assim. Acho que me amava te amando, era um desconforto confortante. A sua voz ao meu pé de ouvido. O almoço a mesa. A tentativa de sedução novamente. A tentativa de lhe dar um bom sexo. A sua voz tremula no telefone quando algo deu errado no seu trabalho. E o conforto do meu peito sob a sua cabeça para que os bons sonhos lhe repouzasem. Amei mais a mim quando amava a ti. As brigas por quem iria tomar banho primeiro. A toalha molhada que dividiamos, por opção. E tmbém por opção quanto mais coisas não as dividiamos. Espero a lua hoje. Repito, a lua cheia. Para dividir a ausencia q me deixou. O vazio que você nunca soube suprir. O amar amando que voce não soube administrar. Sabemos, sempre soubemos, não fomos feitos um para o outro. Amava-te a luz e eu a escuridão. Amava-te a água e eu o barro. Eramos nós. Quando dormia, fiz em segredo, por noites e mais noites te olhar. Seus olhos selados, cilhos juntos e suas narinas. Acalmava-me saber quem voce era. Imaginei sonhos de verdades em seus braços. Delirios e realidaes em sua presença. E hoje vejo em verdade. As pessoas não mentem para gente. Fantasiamos, em torno delas, fazemos com que elas as fosem da forma que achamos... Voce nunca mentiu para mim. Alias, jamais poderei jogar-lhe culpa tamanha. Eu menti para mim, sobre seu respeito. Fiz de ti o que não eras, e hoje convivo com seus fantasmas. Fantasmas que criei qdo te amei. Amo a mim quando te amei!
Escrito por Gira Mundo às 00h17
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O filho.

Venham todos. Se aproximem, podem olhar e até tocar. Sou eu, o verdadeiro. O que foi amado por quem jamais amou. Ninando pelos braços de quem muito abraçou. Somente tive mãe. Várias, ou até infinitas possibilidades de pai, mas não. Venham se aproximem. Sou eu, o filho da puta! O resultado da esbórnia. O sobrinho da orgia. Fruto do desejo. Primo do pecado. Filho dela. A que foi amada todo o santo dia, diversamente e por diversos homens. Olham e vêem se encontram algo de diferente em mim e no meu olhar!? O verdadeiro filho da puta. O que foi amado, talvez o único que ela se permitiu a amar. E o único que a amou de maneira sublime. O beijo que ela me dava, o abraço a conversa, nada foi cobrado. Não se permite a me olhar? Por que te encabulo assim? Sou o legitimo filho da puta! Sem irmãos, sem avós, sem primos... Sou o único, ao menos dela, o primogênito e o caçula. O herdeiro de uma herança promiscua. Horário comercial lá em casa começa a partir das 19.00 horas. Conheço cada um dos sete pecados , e as suas minúcias. Sei o horror dos dias dos pais. Sei o que é dor no colégio. Se aproxime mais. Sou eu! Venham ver o resultado da noite. Venham! Sou o filho da luxuria, da vaidade da soberba. Não tenham medo. Pois sou em matéria um pouco de cada um de vocês. Um pouco de seu pai, de seu amigo, do seu irmão e até do seu marido. Sou meio que filho seu. A educação que tenho provém de todos. Mas não me olhe nos olhos, para não correr o risco de se encontrar. Pois tenho mais de você, do que você pensa!
Escrito por Gira Mundo às 02h24
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Compromisso.

E todos naquele momento o esqueceu. Esqueceu de tudo. Do seu nome. Telefone. Do seu endereço. E de sua Vida! Esqueceu que ali havia alguém. Alguém que pensou ser alguém. Ou que já quiz ser. Mas até naquele momento, não conseguiu ser ninguém. Era como um objeto. Guardado. Oprimido. Não escutado. E tão pouco exposto. Era um alguém como outro qualquer. E esperava... Não se sabe o que. Mas esperava. Menosprezado, aguardava. Não se sabe se uma chegada ou uma partida. Quieto. Viajava no seu eu (se podemos dizer que havia um). Pensava? Questinava? Não se sabe. Apenas olhava. E mais nada. Não falava nem ouvia. Tão pouco chora ou ria. Olhava. Em um leve gesto, porém seguro, se levantou. Mas não andou. Mais uma vez olhou. E se calou. Todos passavam. E ele lá. Alguém foi se aproximando. Disse algo que só ele poderia ouvir. E como veio, se foi. Rápido e preciso. Quando ouviu, só ouviu, não falou. Tão pouco argumentou. Voltou a se sentar. Só que dessa vez chorou. Não se sabe, se de prazer, ou dor. Chorou. Sem fazer barulho chorou. Aos poucos foi parando. E seu semblante voltando ao mesmo. Acendeu um cigarro. E em um gesto preciso, enquanto o fósforo caia no chão, se levantou. Olhando para o lado, seguiu. O seu caminho, talvez? Mas seguiu. Sem pressa, e com um destino incerto, se foi.
Escrito por Gira Mundo às 21h24
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Cata-vento.
E o vento passa. Levando e trazendo as lembranças. Fazendo com que as pessosa voltem a ser crianças. Que brincam. E insiste em querer o poder penas para se satisfazer. Enquanto o cata-vento cata o vento que não passa. Que nunca volta. E não serve de ameaça. Para aqueles que ficam. Inertes a seus sentimentos. Mas mantendo os movimentos. Movimentos de uma vida regrada. Que passa a seco e a nada. Enquanto que o vento passa e gira o cata-vento que insiste em rodar. Sem esperar. O tempo que não pode parar.
Escrito por Gira Mundo às 20h19
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Porta jóias.

Sempre haverá portas. Sempre portas trancando ou trancadas. Por chaves, fechaduras e trincos. Também, portas entreabertas. E portas escancaradas. Mas sempre portas. E logo em seguida, pessoas. Altas, baixas, magras e gordas. Sempre atraz de portas. Mas sempre pessoas. E dentro de pessoas, pensamentos. Segredos, renuncias e desejos. Mas sempre secretos. Onde houver uma porta há uma pessoa, e, onde houver uma pessoa haverá um segredo. Pessoa esta que se presa a fechar e guardar. Ou então que a deixe aberta. Mas sempre haveram pessoas atraz de portas e segredos dentro de pessoas. Algumas a espera de que as portas se abram. Outras como jóias guardadas em cofres, as fecham. Mas sempre! Tantas outras auscutam ou tentam. Tem também os que querem ver além das portas. Não por cobiça, mas pelo que é guardado. Guarda-se todo um mundo atraz de uma porta. Como também, o nada. E quando encontra-se alguma por entre aberta, a vontade de explorar é inevitável... Pode ser grande, pequena e de diversas cores. Mas sempre portas. Portas estas que nos transportam para um outro mundo. Mundo este que não conhecemos. E pessoas atraz delas. Pessoas que muitas vezes já conhecemos. Mas atraz de portas facilmente são desconhecidas. E dentro, pensamentos. Pensamentos que se faz em segredo. Segredos que muitas vezes não conhecemos. Mas guardamos. Abrimos quando queremos que nos conheçam. E fechamos quando não queremos nos mostrar. Mas sempre portas, atraz de portas pessoas e dentro de pessoas segredos, pensamentos... Tudo isso muito bem fechado, e, com todas as suas complexidades.
Escrito por Gira Mundo às 22h06
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Reencontro.

Enfim juntos. Depois de tuto e tanto. As gargalhadas nos compensaram. É, cada coisa, cada momento, e tudo isso para... Estarmos enfim juntos!?! Bobagens, brincadeiras e tolices de dois adulteros. Quanto tempo! Tanto tempo esperei para poder ficar assim, te adimirando. É, nós crescemos, envelhecemos. E acredite, sinto em seu semblante que sentiu a minha falta. Enfim juntos, e quem diria... Para ser sincero, não esperava te reencontrar jáz. E agora não sei o que fazer primeiro. Tantas coisas. Tantas coisas que se passaram. E a gente aqui, parado. Com cara de quem quer alguma coisa. É enfim juntos e pela ultima vez. Confesso, ainda incrédulo. E agora quem diria... Quem prossegue adiante, dessa vez, sou eu. Mesmo machucado, me satisfaço. Enquanto adentra a sua sepultura, deixo com voçê, todos os nossos sentimentos...
Escrito por Gira Mundo às 22h48
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Avenida.

Penso... Enquanto ela corre, Corre para não morrer. Olho. Questiono e opino. Ela corre. E morre. É fome, sede, frio e medo. É tudo. E se retrai. Descansa sem relaxar. E se traveste de ladra para poder passar mais um dia. E no meio tempo, ela corre. Nome, telefone, identidade e endereço, nada. Nada ela possui. Ela mata. Por medo, mata. E corre. Não reza, não ri e não chora. Dorme. E se tranca. De medo. Não descansa. E eu, a ignoro. Não olho. Medo, Encara. Agride. De medo. E corre. Esconde e nasce. Gera. Mas não cria. Vende, empresta, aluga, joga fora... E o meu bebê sem culpa chora. Chora sem saber oa menos o que quer. E ele quer! Colo, amor, leite, cobertor... Mãe. E ela corre. Esconde e esquece. E ri num barato qualquer de uma bola. Teme encontra-lo. E eu fecho o vidro. Mastigo o meu chiclete, E corro. "Se essa rua, se essa rua, fosse minha, eu mandava, eu mandava ladrilhar, compedrinhas, com pedrinhas de brilhantes, só pro meu, só pra... eu poder dormir."
Escrito por Gira Mundo às 22h24
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Igualdade desigual.

Sou igual. Igual a você e a seus irmãos. Sou comum. Às vezes me perco em meio aos outros. Sou aquele que passa. O que nunca pára. O que nunca fala. Não chamo atenção. Não tenho opinião. Sou apenas mais um. Um no meio de vários. Identifiacam-me por números. Já nem lembro mais o meu nome. Não tenho telefone. Cruzo comigo mesmo. Não tenho olhos claros, nem pele morena. E fui obrigado a entrar no seu sistema.
Escrito por Gira Mundo às 22h12
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Manchete de domingo.

Um grito mudo saiu estampado na primeira página do meu jornal. Alegria ou lastima? Logo atrás um sorriso cínico e marginal prova que tudo aquilo era real. Um grito mudo coloriu o meu jornal. Alucinação ou realidade? Logo abaixo um cão sem dono respirava prazerozamente o seu abandono. Um grito mudo foi manchete nacional. Satisfação ou arrependimento? Logo à esquerda uma senhora de bengala com o olho arregalado contexta o provado. Um grito mudo saiu estampando o meu jornal, anunciando mais um tiro, só que dessa vez foi fatal.
Escrito por Gira Mundo às 21h53
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José de Um Sobre Nome Qualquer.

Que pecado teria cometido José? Homem honesto. José era só mais um (ou quem sabe nenhum). E rezava! Não pedia, tão pouco roubava. E as vezes até ajudava. Mas nada parecia fazer efeito naquele momento. Homem bom. Pobre! Pobre José de um sobre nome qualquer. Quando pequeno aprendeu a respeitar, rezar, abaixar a cabeça em dias festivos e a cantar o hino nacional. Respeitava e honrava a sua pátria. Votava. Nunca se vendeu. E após a cada dia de trabalho agradecia. Talvez pecasse ao fumar um cigarrinho de palha a noite pro sono vir. Mas eu, como testemunha, acredito que Deus fazi vistas grossas naquel momento. E passava despercebido. Homem de bem. E muito bem casado. Amava a sua "nega" como se não houvesse amor maior. Que pecado teria cometido Josê? Me pergnto. Para que tanta violência ao pobre homem. Tudo em tudo era exato. Não poderia ser diferente naquela manhã. Acordou, e como sempre se benzeu! Saiu em busca de cumprir a sua rotina necessária. Mas não! Alguém parece ter esquecido de José. Não deixaram nem ao menos se defender. Pobre José! Mataram, violentaram, dilaceraram e depois tocaram fogo. Nada pode fazer. Nada restou. Nada! E como sempre, José apenas aceitoue se calou... (...) Senhor Deus, antes mesmo a mim que a José. Agora a sua "nega" chora, chora um nada que lhe restou.
Escrito por Gira Mundo às 13h21
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Seduz-me.

Vitrina de lojas em vidas estampadas. Vidas secas, molhadas ou até mesmo ásperas. Corre... Corre a bicicleta, o carro, a luz e os pés. Pés descalços, machucados e pesados. Passos curtos. Crus. Um faz de quê. E navega-se na alma alheia a esperança de tudo mudar. E vestir-se. Virar-se, vitrinas de lojas estampadas. Mas os pés estão com passos rápidos, mas pesados. Há algo perene? Somam-se as sombras. Todas elas com os pés também descalços e pesados. Com a culpa de talves querer calçar os sapatos das vitrinas. Mas o passo é pesado. E o andrajo fica por ali. Nem mais aquém, nem mais além. Fica. Fixo, com uma idéia fixa de ser vitrinas de lojas em vidas estampadas. Ausentes aos seus devaneios. Perene as angustias. Com seus passos rápidos, porém, pesados. E a mente leve. Vagando por entre as vitrinas...
Escrito por Gira Mundo às 12h57
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O Melhor de mim.

Meu grito é o meu desabafo. É a minha raiva, O meu ódio e, Meu medo. Tmabém é o meu consolo. Meu própolis! Minha alforria. Meu exageiro. O melhor de mim. Ou que seja o pior então? Meu grito sou eu em forma de som. Querendo, pedindo e exigindo. Só que mais leve que a pluma. E se propaga... A todos, um pouco de mim. Meu grito não é só feito de som. Tem dor, Tem angusta e, Tem fé. Meu grito chama e afasta quem eu quero. É me consola, Quando o grito de alguém me desola.
Escrito por Gira Mundo às 07h28
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Cotidiano.

Esboço de uma obra prima. Canções de roda. O rancor de uma rima. Desfile de moda. O dia passa, a noite é escassa...
Sorriso de uma moça. Beijos de hortelã. Rachadura de uma louça. Casaco de lã. O dia passa, a noite já não é tão escassa...
O relógio desperta às seis. O seu mundo entre pedras de gelo e Whisky. Boatos de uma gravidez. Poses para foto, não pisque. O dia passa, a noite carrega um bêbado sem graça.
Confições para um cachorro. Casaco branco. Marcas de baton até no forro. Um salto manco. O dia passa, e a noite, pode ser uma ameaça...
Escrito por Gira Mundo às 21h54
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Manual de instruções.

E a máquina láva. Lava as roupas. Calças, blusas, meias, saias e roupas intimas. Em um movimento repetitivo. Lava todas as manchas, marcas e sujeiras. Bate, sistemáticamente bate. Impiedosamente centrifuga tudo. O passado. Talvez uma marca de batom no colarinho, de uma noite exaustiva noite de amor. O barro que subiu na barra da calça depois de uma jornada para regressar. As intimidades corpóreas de peças intimas. Deixando tudo novamente limpo. Cálido e candido. Todo o seu passado, passado a limpo. POr uma máquina de ultima geração. É só colocar o detergente, o alvejante e o amaciante nos compartimentos, apertar um botão e proto. Em 45 minutos temos roupas novas. Sem marcas do passado. Sem cheiros de outras noites. Sem o suor dos dias quentes de verão. É tudo muito fácil. Limpe a sua vida das impurezas da vida com uma máquina de lavar. Acabaram-se todos os seus problemas. Todos querem ter uma máquina de lavar. Não dispensa de muito tempo para ver-se livre dessas manchas. São apenas 45 minutos e nada mais. Adeus a todas as suas sujeiras. E tudo fica pronto para se sujar novamente. É tão bom e tão prático que você nem rela as suas mãos. Eis o que todos procuravam. Uma máquina de lavar. É fácil. É só fazer o que você quiser, e depois, dispensar tudo dentro do cilindro e esperar que bata ritimicamente por 27 minutos. E não se preocupe, ela mesmo dispensa a água suja ralo a baixo. Você nem vê. Dispensa a água e centrifuga em 14 minuto e com os dois enxagues conclue-se em apenas 45 minutos. Fantástica a invenção das máquinas! A partr de hoje ficou mais simples se livrar das manhas do dia-a-dia. Se caso houver alguma dessas manchas, uma que demore mais a sair, repita o processo. Tente adicionar água quente, e talvez um detergente mais potente. E se mesmo assim ela percistir, jogue esta roupa fora. Não perca seu tempo limpando com suas mãos um passado sujo. Que tal sujeira mereça o seu tempo. Compre uma nova peça, e a coloque na máquina, assim que sujar-se. E assim, ela, a máquina, funcionará. Limpando e passando a limpo a sua vida. Mas atenção, não sobrecarregue a máquina. Sua tolerancia é de até 7 quilos, ao menos esta. E ela pode ter algum problema. Mas fique tranquilo, tem quem arrume. Agora, se o problema acontecer em um domingo. Depois de uma semana cheia de sujeiras e manchas impiedosas, quase vicerais. Você terá de lavar as suas roupas com sua próprias mãos. Terá, você, que colocar as suas roupas manchadas de molho, para que uma água limpa possa começar a diluir tamanha sujeira. Em seguida, terá de olhar para a peça manchada e com as suas mãos terá de esfregar mancha a mancha. Tendo que olhar o detergente retirando junto a escova, todas as sujeiras adquirida anteriormente. Você verá, que acima daquela sujeira imunda, que se empreguinou, brotará uma espuma branca e macia, mas não, não se deixe abater. Falta ainda você enxaguar, e, verificar se tudo foi removido. Se não, repita o processo. em seguida enxague e passe no amaciante. Sinta o bem estar de ter limpo e deixado as suas peças sem marcas e bem cheirando. Mas calma, ainda não acabou. Enxague. Torne a enxaguar. Torça, torça e torça mais, para que todo aquele escesso escorra, pois todo escesso é prejudicial. E a estenda. Uma vida passada a limpo pelas suas próprias mãos. Você pode talvez ficar um pouco preocupado. Se secará direito, e se o sol irá cobrir e secar esta sua nova roupa. Ai, seca e pronta para uma próxima usada. É fantástica a sensação de ver toda sujeira imunda escorrendo ralo a baixo, melhor ainda depois de removidas pela sua próprias mãos. Agora, se caso não for de seu agrado, aguarde até segunda e chame um técnico autorizado. Pois a sua máquina voltara a funcionar. E limpando todo o seu passado , mais uma vez, rotineiramente.
Escrito por Gira Mundo às 07h43
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